PETCiências realizou Curso de Formação “Experimentação I: A Prática na Palma da Mão”


  


            O Programa de Educação Tutorial em Ciências – PETCiências da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Cerro Largo - RS, promoveu durante o mês de abril o Curso de Formação:  “Experimentação I: a  prática na palma da mão”. O curso foi ministrado pelo professor Dr. Roque Ismael da Costa Güllich – Coordenador do PIBIDCiências e teve como objetivo a aprendizagem de práticas experimentais na formação inicial  a fim de aproximar o diálogo entre teoria e prática na constituição dos professores de Ciências.
            Os Cursos de Formação do PETCiências se destinam essencialmente a participação dos alunos do curso de Graduação em Ciências: Biologia, Física e Química - Licenciatura, pois visam discutir temas centrados na formação acadêmica, social, pedagógica e humana dos Licenciandos em Ciências. Durante o curso realizado no mês de abril os licenciandos tiveram a oportunidade de interagir vivenciando a experimentação como aprendizagem necessária a formação, realizaram práticas experimentais de Ciências/Biologia e discutiram sobre o papel da experimentação no ensino de Ciências, bem como sobre a significação de conceitos científicos envolvidos em uma aula prática experimental.

Contribuição: Tamini Wyzykowski – Bolsista do PETCiências

AO MESTRE COM CARINHO



João Torres de Mello Neto

Por que ensinar ciência e matemática a um adolescente? Duas de várias respostas possíveis: i) preparar melhor os jovens para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e globalizado; ii) numa sociedade de base tecnológica, é preciso compreender (ainda que minimamente) os princípios básicos do mundo que nos cerca.
Há outras respostas de cunho utilitarista, todas importantes e defensáveis. No entanto, prefiro uma, mais genérica: o propósito da educação científica é dar às pessoas uma percepção mais rica da realidade, permitir que se maravilhem diante dos detalhes do mundo, fazê­las ver – no dizer do poeta inglês William Blake (1757-­1827) – o infinito num grão de areia. Todo o resto se segue naturalmente.
Mas, como professor, sei que isso é tarefa (muito) difícil. Tornar uma aula interessante, explicar os princípios básicos, separar o fundamental do circunstancial, conectar o assunto com a realidade... Isso requer não só dedicação, conhecimento e experiência profissional, mas também (e tão importante quanto) condições mínimas de trabalho.
Como seria uma escola ideal? Muitos pensariam num prédio moderno e funcional, com excelente biblioteca, laboratório de informática bem equipado, laboratórios de química, física e biologia, oficinas de música e artes, atividades extraclasse... Mas, se tivéssemos que escolher, o que seria fundamental?
A mídia tem noticiado: existe algo especial em Cocal dos Alves, no Piauí. Povoada em grande parte por agricultores com baixo nível de escolaridade, a pequena cidade não tem linhas de ônibus, e sua escola sequer tem telefone fixo. A cidade, no entanto, já produziu quatro medalhistas de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep): José Márcio de Brito, 15 anos; Clara Mariane de Oliveira, 13 anos; Antônio Wesley Vieira, 13 anos; e Sandoel de Brito Oliveira, 17 anos. 
Numa competição com cerca de 20 milhões de alunos de todo o Brasil, a cidade aparece como uma singularidade. A internet revela que Cocal dos Alves, em 2004, tinha cerca de 6 mil habitantes. Arredondando, isso dá um medalhista de ouro para cada 2 mil habitantes – o estado de São Paulo tem um deles para cada 500 mil habitantes.
Supondo não haver uma variável desconhecida, a razão do sucesso está no professor Antônio Cardoso do Amaral. Formado em matemática pela Universidade Estadual do Piauí, ele trabalha há nove anos em Cocal dos Alves. À TV, declarou que a receita era “esforço honesto e trabalho com persistência”. A cidade já teve 120 alunos premiados na Obmep. Vemos aqui a diferença que um professor bem motivado e comprometido pode fazer. E tão ou mais importante: que crianças de extratos sociais menos favorecidos podem ter desempenho escolar excelente. 
Matemática e física são vistas como complicadas pela maioria dos estudantes do ensino médio. Associa­se uma série de estereótipos a quem gosta dessas disciplinas. Muitas vezes, ensina­se que contas são para meninos e palavras para meninas. E a imagem do cientista na mídia, na literatura e no cinema não ajuda: de Fausto, que vendeu a alma ao diabo no clássico do escritor alemão Johann W. Goethe (1749­1832), aos divertidos ratinhos de desenho animado Pink e Cérebro, raras vezes os cientistas têm sido apresentados de forma positiva. 
Imagino a escola ideal num prédio moderno, funcional, limpo e colorido. Mas, acima de tudo, um lugar que apresente a ciência e a matemática como grandes realizações da humanidade, parte de nosso tesouro cultural, ao lado (e com o mesmo peso) das artes e da literatura. Seu corpo docente, entusiasmado e bem preparado, seria bem pago e socialmente valorizado. Os alunos, esquecidos os estereótipos, usufruiriam da aventura de conhecer.
Cocal dos Alves nos dá a pista.

Revista Ciência Hoje, n. 285, v. 48, p. 71, setembro 2011.

Varal de Práticas


Na manhã do dia 22 de novembro de 2011, aconteceu na sala do Grupo de Ensino e Pesquisa no Ensino de Ciências e Matemática (GEPECIEM), o Varal do Projeto PIBIDCiências, evento previsto no subprojeto do PIBID 2011, que projetou a iniciação profissional e formação de excelência, pela via das vivências e experiências aliadas a reflexão mediada teoricamente. Essas experiências estão sendo mobilizadas e compartilhadas com todo o Curso de Ciências através de seminários, varal de práticas, apresentação de resultados em eventos e outras ações. Nessa ocasião estavam presentes todos os 15 bolsistas participantes do projeto, professor coordenador do projeto, as professoras supervisoras e professoras de Ciências pela rede pública de ensino. O varal teve como principal objetivo a troca de experiências das práticas realizadas nas escolas entre os colegas bolsistas inseridos no programa para posterior contextualização e posterior descrição dos relatos de experiência. Os bolsistas apresentaram suas práticas aplicadas nas escolas para o grupo presente, surgindo discussões e reflexões sobre o ensino público e ações do PIBID. Estas ações parecem estar fazendo uma boa diferença nas escolas. Isso nos permitiu fazer uma avaliação do que o projeto proporcionou nesses seis meses de planejamentos, práticas e reflexões colaborando para uma formação inicial de qualidade.
Contribuição: Bolsista Camilo.


PIBIDCiências e PETCiências avaliam atividades 2011


Na terça dia 18.10, nas dependências da UFFS, houve reunião de avaliação das ações dos programas: PET e PIBID. Os coordenadores professores Ms. Roque e Dra. Erica, su-pervisoras professoras Jane e Marisa e professores de Ciências, Biologia, Física e Química da rede municipal, estadual e particular de Cerro Largo avaliaram as ações do ano de 2011 desenvolvidas por bolsistas e coletaram sugestões para o planejamento das ações de 2012.
A avaliação foi positiva sendo destacado o compromisso dos bolsistas e a qualidade do trabalho empreendido. Também foi destacado o potencial das ações para educação científica e revitalização dos laboratórios de Ciências. Logo após houve outra reunião de retorno das avaliações aos 15 bolsistas do PIBIDCiências e 8 do PETCiências.

PETCiências e PIBIDCiências na Praça


Aproveitando as atividades da Oktoberfest de Cerro Largo-RS, os bolsistas, supervisores e coordenadores do PET e PIBID do Curso de Licenciatura em Ciências da Natureza da UFFS, desenvolveram na semana de 12-15.10.2011, a ação de extensão PET e PIBID na Praça. A atividade constou de uma divulgação das ações dos programas especialmente voltada à Experimentação no Ensino de Ciências.
O objetivo da ação é levar Ciência ao cotidiano das pessoas que são parte da comunidade em que se insere o Curso, por conseguinte os programas. A partir de práticas de cortes vegetais, verificação de fotossíntese, outras atividades e alguns equipamentos como microscópios, os bolsistas puderam dialogar com estudantes e comunidade em geral, levando ao encontro destes a Ciência com que trabalham e seu ensino.
A ação contou com a parceria da SMEC Cerro Largo-RS, que patrocinou o local para o desenvolvimento do trabalho.

Turma de Ciências participa de evento internacional em Londrina


Alunos do Curso de Ciências: Biologia, Física e Química, acompanhados pelo Coordenador do curso Prof. Luís Fernando Gastaldo e professores Erica Hermel e Roque Güllich, participaram nos dias 18 a 21 de setembro de 2011, na UEL, em Londrina no Paraná, dos eventos V EREBIO (Encontro Regional de Ensino de Biologia) promovido pela SBenBio (Sociedade Brasileira de Ensino de Biologia – Regional Sul) e IV Simpósio Latino Americano e Caribenho de Educação em Ciências promovido pelo ICASE (International Council of Associations for Science Education), que congregou pesquisadores e profissionais da educação científica e educação em ciências da região sul e demais do Brasil, bem como pesquisadores de procedência ibero-americana e caribenha, com a proposta de discutir o tema “Os Desafios da Ciência Entremeando Culturas”.
Alunos e professores levaram o nome da UFFS ao evento registrando nos anais a apresentação de cinco trabalhos de comunicação oral, três trabalhos na forma de pôster e um minicurso. Estes trabalhos são resultados das produções desenvolvidas nos programas PET e PIBID, no grupo de pesquisa GEPECIEM e projetos de extensão, todos vinculados ao curso, contando inclusive com a participação das professoras Eliane Gonçalves dos Santos e Marisa Both da escola básica de Cerro Largo. No evento, professores e pesquisadores experientes da área de ensino de ciências, destacaram o fato de alunos do curso de Ciências da UFFS/Cerro Largo, na fase inicial do curso, já apresentam trabalhos de qualidade em eventos tão significativos.

O que você entende por experimentação e qual seu papel no Ensino?


As atividades experimentais são sem dúvida nenhuma indispensáveis, porém condição não suficiente para aula de Ciências ter êxito. Acredito que as atividades que estão postas aqui servem de bom início para nossa discussão sobre o papel da experimentação no Ensino de Ciências, bem como para discussão do modo de desenvolver tal modelo de ensino. Convido todos a se manisfestarem quanto ao que entendem por Experimentação e qual seu papel no Ensino. Será nosso primeiro ensaio. Abraço a todos.

Roque Ismael da Costa Gülich, MSc.
Professor